sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Vítima de Atentado é Foragida da Justiça do Líbano

Por Guilherme Dreyer Wojciechowski - SopaBrasiguaia.com

Assad Khalil Kiwan, o libanês que sobreviveu a um atentado ocorrido no dia 13, em Pedro Juan Caballero, na divisa com Ponta Porã (MS), é foragido da justiça do Líbano e conta com ordem de captura internacional, emitida pela Interpol, pelo crime de tráfico de drogas.

É o que revela o jornal ABC Color, que acompanha o caso através de sua agência na citada cidade fronteiriça. Na última segunda-feira (24), Kiwan foi preso por porte ilegal de armas, confirmando os rumores de que se preparava para um “acerto de contas” com os mandantes do falido atentado.

Entre os acusados de envolvimento, está o governador do departamento (estado) de Amambay, Roberto Acevedo, e seu irmão, José Carlos Acevedo, prefeito de Pedro Juan. Ambos são tidos como colaboradores do mafioso Fahd Jamil Georges, conhecido pela alcunha de “O Rei da Fronteira”.

De acordo com o jornal La Nación, que também monitora o caso, o repentino interesse da Interpol Paraguai na prisão do libanês é digno de estranhamento, uma vez que Kiwan jamais ocultou sua identidade e desempenha papel proeminente na sociedade de Pedro Juan Caballero.

“O anedótico do caso é que apesar de contar com uma ordem de prisão internacional Assad Khalil Kiwan vivia tranquilamente na capital departamental, onde exercia a presidência da Liga Esportiva do Amambay e, inclusive, a gerência de um semanário local”, analisa o jornal.

“Tudo graças à notória inoperância e, inclusive, cumplicidade dos próprios agentes da Interpol”. A defesa de Kiwan, por outro lado, nega que ele seja a mesma pessoa procurada pela justiça do Líbano, alegando motivos políticos para sua prisão.

Em nota emitida na última terça-feira (25), o embaixador do Líbano no Paraguai, Fares Eid, expressou solidariedade ao compatriota, informando não ter conhecimento oficial da ordem de captura e da suposta pena de prisão perpétua emitida pela justiça de seu país.

Dados proporcionados pela Interpol Paraguai dão conta de que a ordem de prisão foi solicitada pela Promotoria Geral do Líbano em 15 de dezembro de 2005, sendo recebida pela filial paraguaia e cumprida com o auxílio do juiz José Gabriel Valiente.

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