sexta-feira, 25 de junho de 2010

Ferrovia na 2ª Ponte Volta a Ser Tema de Estudo

Por Guilherme Dreyer Wojciechowski - SopaBrasiguaia.com

O chefe do Escritório de Representação do Ministério das Relações Exteriores no Paraná, Sergio Couri, informou nesta quinta-feira (24), em Curitiba, sobre o encaminhamento para Brasília da proposta de reinclusão da ferrovia no projeto da segunda ponte sobre o rio Paraná.

Prevista, originalmente, para ser rodoferroviária, a nova via de ligação entre Brasil e Paraguai teve sua proposta modificada a pedido do Brasil, em dezembro de 2005, para que fosse apenas rodoviária. O argumento oficial para tal mudança era a diminuição dos custos de construção.

Estou propondo ao Itamaraty um exame dos pontos de vista da Ferrosul à luz dos objetivos das políticas externas na América do Sul”, informou Couri, citado pela Agência Estadual de Notícias (AEN), após reunião com o presidente da estatal paranaense Ferroeste, Samuel Gomes.

Mais do que conectar Brasil e Paraguai na região de fronteira, a inclusão da ferrovia representaria, entre outras possibilidades, a concretização do projeto do corredor bioceânico internacional, conectando as malhas férreas de Brasil, Paraguai, Argentina e Chile e criando ligação entre Paranaguá e Antofagasta.

Para a economia paranaense, a ferrovia representaria a retomada das exportações paraguaias por Paranaguá e a possibilidade de chegar ao Norte da Argentina e ao mercado chileno por uma via de baixo custo por tonelada transportada.

Desde janeiro de 2007 afirmamos e repetimos que a construção de uma segunda ponte sobre o rio Paraná na região de Foz do Iguaçu sem o modal ferroviário é um erro estratégico”, recordou Gomes.

A Ferroeste e o Porto de Paranaguá têm interesse direto na solução do problema, em razão de investimentos industriais que estão sendo projetados no Paraguai. Tais novos projetos industriais paraguaios somam-se à produção agrícola e agroindustrial”.

A ponte ainda está na fase de projeto. Havendo decisão política do governo federal brasileiro é possível, com um pequeno atraso de três meses, termos um projeto de ponte rodoferroviária e, com isso, ganharmos pelo menos dois anos no projeto de construir o ramal Cascavel-Paraguai da Ferroeste”, complementou.

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