quinta-feira, 1 de julho de 2010

Governistas Defendem Acordo com o Paraguai

Por Guilherme Dreyer Wojciechowski - SopaBrasiguaia.com

Foi realizada na manhã desta quarta-feira (30), em Brasília, audiência pública convocada pelas comissões de Minas e Energia e de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, com o objetivo de debater o acordo entre Brasil e Paraguai sobre a usina de Itaipu.

Imagem: Agência Brasil.

Participaram da audiência o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Miguel Samek; o subsecretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, Antônio Simões; o presidente do Instituto Acende Brasil, Claudio Sales; e o presidente da empresa Equatorial Energia, Firmino Ferreira Sampaio Neto.

Em sua exposição aos presentes, Antônio Simões defendeu a importância da revisão do valor pago pelo Brasil ao Paraguai pela energia não consumida pelo país vizinho na binacional, como fator de equilíbrio para a manutenção do tratado. “Não estamos fazendo caridade. Estamos comprando energia”, assegurou.

É do nosso interesse a melhoria do Paraguai. É do nosso interesse que a sociedade paraguaia seja mais industrializada”, destacou o sub-secretário, ressaltando a importância de Itaipu para as contas públicas do país vizinho e para os planos de industrialização de uma economia cuja base é a agricultura.

Quem também defendeu o acordo foi o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Miguel Samek, que explicou que devido à valorização do guarani e do real frente ao dólar estadunidense, os repasses da binacional (calculados em dólar) aos governos de ambos países sofreram significativa redução.

Houve uma redução de 30% dos royalties e da cessão de energia por causa da valorização das moedas”, apontou Samek, complementando que não haverá custos diretos ao consumidor brasileiro com o aumento da compensação ao Paraguai, em função da absorção pelo Tesouro Nacional.

Pelo acordo entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Lugo, que ainda depende da aprovação do Congresso brasileiro para entrar em vigor, o Brasil aumentará dos atuais US$ 120 milhões / ano, para US$ 360 milhões / ano, a remuneração ao Paraguai pelo uso de sua energia.

Cláudio Sales, presidente do Instituto Acende Brasil, contestou o argumento de que não haverá custos para o consumidor. “Até 2023, isso representará mais de R$ 3 bilhões no orçamento da União. Isso terá, sim, um grande peso na economia”, contestou.

Leia Também...

Câmara Realiza Audiência Sobre Acordo de Itaipu

Acontece nesta quarta-feira (30), em Brasília, audiência pública convocada pelas comissões de Minas e Energia, e de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, para debater o acordo entre Brasil e Paraguai sobre a hidrelétrica de Itaipu. Mais...

Itaipu: Para Deputado Brasileiro, Acordo Será Aprovado

Em visita ao Paraguai para a XXII Reunião do Comitê Executivo do Fórum Parlamentar das Américas (FIPA), o deputado federal paranaense Luiz Carlos Hauly, do PSDB, disse confiar na aprovação do acordo bilateral sobre Itaipu no Congresso brasileiro. Mais...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Esta é uma área voltada ao leitor do Sopa Brasiguaia e tem como objetivo permitir sua colaboração de maneira ágil, franca e aberta, prezando pela integridade moral de terceiros. As opiniões expressas nos comentários não representam a opinião do Sopa Brasiguaia.