segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Eleição de Dilma é vista com bons olhos no Paraguai

01.11.10 - A eleição de Dilma Rousseff como presidente do Brasil para o período 2011/14, bem como a conquista de maioria parlamentar pela coligação governista encabeçada por PT/PMDB, é vista com bons olhos no Paraguai, país que aguarda a aprovação de compromissos pendentes do governo brasileiro.

Imagem: Divulgação / PT

No comparativo entre a candidata eleita e seu adversário de segundo turno, José Serra, Dilma é vista como mais “favorável” e “familiarizada” com as discussões que levaram à assinatura do acordo bilateral de julho de 2009, que aborda, entre outros temas, as reivindicações paraguaias quanto à usina de Itaipu.

Ex-ministra de Minas e Energia, a nova presidente conhece os termos do acordo assinado por seu antecessor e patrono político, Luiz Inácio Lula da Silva, e entende, pelo menos na teoria, a necessidade de aprovar, o quanto antes, a nota de validação que, atualmente, encontra-se em tramitação no Congresso.

Outro dos temas pendentes no relacionamento bilateral é a aplicação da chamada “Lei dos Sacoleiros”, que apesar de já estar em vigor desde janeiro de 2009, permanece sem sair do papel, por conta de interesses conflitantes e da excessiva burocracia de órgãos como a Receita Federal do Brasil (RFB).

Em declarações ao jornal ABC Color, Sandra McLeod (Partido Colorado) e Alberto Magno (Partido Liberal), principais candidatos à prefeitura de Ciudad del Este nas eleições de novembro, disseram crer que a eleição de Dilma Rousseff foi a melhor alternativa.

Entre José Serra e Dilma Rousseff, é preferível a petista, porque estamos seguros que ela continuará com a política do governo do presidente Lula. Esperamos que, finalmente, o processo de formalização e legalização do comércio fronteiriço seja concretizado”, afirmou McLeod.

Comerciantes da região central de Ciudad del Este, porém, afirmaram ao ABC Color que, com a eleição da candidata governista, nada vai mudar na região fronteiriça, uma vez que Dilma “vai continuar com a linha do governo de Lula, de continuar prometendo e, em troca, continuar asfixiando o comércio esteño”.

Em seu plano de governo, a candidata eleita prevê, de fato, o aumento da fiscalização na fronteira com o Paraguai, como forma de combater atividades ilícitas como o tráfico de entorpecentes. José Serra, por sua vez, tinha propostas similares no tocante à ampliação da presença policial e fiscal nas fronteiras do país.

Por Guilherme Wojciechowski - SopaBrasiguaia.com.br

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