segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Eleitoralismo precoce toma conta do Paraguai

22.11.10 - As eleições municipais do último dia 07 desataram, no Paraguai, uma inesperada onda de lançamentos de pré-candidaturas à presidência da república. O detalhe, porém, é que o pleito que elegerá o sucessor de Fernando Lugo ocorrerá, apenas, em abril de 2013.

No Partido Colorado, que saiu-se fortalecido ao manter sua supremacia em quase 60% dos municípios paraguaios, e conquistar 14 das 17 capitais departamentais (estaduais) do país, um dos detonantes da febre eleitoral é, também, a eleição interna que escolherá o novo presidente da agremiação.

Agendada para março de 2011, tal eleição é vista como fundamental para definir, desde já, quais dos inúmeros grupos internos terão mais força e marcarão terreno para que seus líderes possam candidatar-se à presidência da república pelo partido que permaneceu no poder entre os anos de 1947 e 2008.

Entre os principais nomes na arena, destaque para figuras carimbadas como o ex-presidente Nicanor Duarte Frutos e o ex-vice Luis Castiglioni, para dirigentes emergentes como Javier Zacarías Irún e Bernardino Soto Estigarribia e para poderosos empresários como Elzear Salemma e Horacio Cartes.

No Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), segunda maior agremiação política do Paraguai e base da atual aliança governista, alguns dos nomes em evidência, neste momento, são o ministro de Obras Públicas e Comunicações, Efraín Alegre, o senador e ex-ministro, Blas Llano, e o vice-presidente Federico Franco.

Em matéria publicada neste final de semana, no entanto, o Diário Última Hora adverte para os riscos do eleitoralismo precoce, que além de “queimar” candidatos, dificulta o diálogo político e entorpece as ações do governo, em mal que já atingiu, em 2005, a gestão do então presidente Nicanor Duarte Frutos.

A antecipada corrida eleitoral deixa em segundo plano temas chaves das promessas dos programas de governo e a solução a problemas em matéria de segurança, saúde e educação. A agenda política gira em torno de alianças, traições e fortalecimento de movimentos políticos”, critica o Última Hora.

Na opinião do Última Hora, o clima de campanha pode enlamear, ainda mais, o já complicado relacionamento entre Executivo e Legislativo. Desde que assumiu o poder, em agosto de 2008, o governo de Lugo encontra-se, virtualmente engessado, por conta da falta de maioria permanente no Congresso.

Por Guilherme Wojciechowski - SopaBrasiguaia.com.br

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