quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Movimento defende mudança do local da 2ª ponte

24.11.10 - No papel desde 1992, a segunda ponte entre Brasil e Paraguai sobre o rio Paraná deve começar a ser construída no primeiro semestre de 2011. Integrantes do Movimento das Águas Grandes, no entanto, são contrários à construção da via no local e formato previstos.

Clique na seta para reproduzir o vídeo.

A oposição, presente na internet em endereços como o blog Salve o Marco das Três Fronteiras, tem como objetivo evitar que a ponte seja erguida nas imediações do ponto de encontro entre os rios Paraná e Iguaçu, tal como definido pelo Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT).

Um dos principais argumentos é o de que a ponte terá destrutivo impacto na paisagem dos três marcos, além de inviabilizar a criação de infraestruturas de transporte que de fato dinamizem a economia da região trinacional e possibilitem a integração entre rodovias, ferrovia, hidrovia e aeroportos.

A intenção do movimento, composto por atores da sociedade civil dos três países da fronteira, é colocar em prática a proposta urbanística dos arquitetos Nilso Rafagnin e Mariam Damen, criando um “Anel Viário Trinacional” e três parques ambientais interligados por teleféricos.

Para o setor turístico, o PROJETO AGUAS GRANDES propõe a constituição de TRES PARQUES AMBIENTAIS na forma integrada junto à confluência dos Rios Iguaçu e Paraná unindo os Três Marcos de Fronteira da AR-BR-PY através de um sistema teleférico de transporte de passageiros onde se constituirá ali um 'Parque Turístico Cultural e de Lazer Integrado' junto a um lugar único no mundo, um dos mais belos patrimônios geográficos, históricos e naturais integrados do Mercosul”, defende o movimento.

A ideia força do PROJETO AGUAS GRANDES é transformar a Região Trinacional da AR-BR-PY, em um 'Grande Centro Logístico e Turístico da América do Sul', preservando a nossa biodiversidade e a nossa cultura autóctone, caracterizando o Anel Viário Trinacional como uma verdadeira aliança, que irá demonstrar ao mundo a convivência harmônica e pacífica que se pretende entre os povos, especialmente de nossa América Latina, e por fim; mostrar como podemos perfeitamente, de comum acordo entre os estados parte otimizarmos os nossos recursos naturais e de infra-estrutura na forma compartida em nosso bloco, de acordo como orienta o FOCEM - Fundo de Convergência Estrutural do MERCOSUL”.

Um dos pontos questionados pelo movimento é o “vício de origem” no projeto da ponte, baseado em acordo bilateral datado de 1992, que teve como base, por sua vez, plano-diretor da década de 1970, que sugeria o desenvolvimento urbano de Foz do Iguaçu nas imediações do Marco das Três Fronteiras.

À época, ainda anterior à construção da usina de Itaipu e da Ponte Tancredo Neves (Brasil / Argentina), Foz do Iguaçu tinha pouco mais de 30 mil habitantes e a região do Porto Meira era vista como área para desenvolvimento industrial, situação que difere significativamente da atual.

Nos próximos dias 16 e 17/12, presidentes do Mercosul e países associados estarão reunidos, em Foz do Iguaçu, para a 40ª cúpula de chefes de estado do bloco. A ocasião será aproveitada pelo Movimento das Águas Grandes para um novo protesto alusivo à ponte.

Por Guilherme Wojciechowski - SopaBrasiguaia.com.br

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