terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Acordo para fiscalização continua encalhado

28.12.10 - Quatro meses se passaram e o acordo entre Brasil e Paraguai, para a fiscalização unificada de cargas vegetais na fronteira entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, até agora não saiu do papel. Foi o que relembrou, nesta segunda-feira (27), o Diário Vanguardia.

Imagem: Última Hora (Arquivo)

Segundo a referida fonte, por descumprimento das “autoridades políticas brasileiras”, o acordo que previa que a fiscalização fosse feita conjuntamente e uma única vez, no porto seco do Km 12 da Ruta Internacional VII, em Ciudad del Este, jamais foi operacionalizado.

O objetivo do acordo, que atendia a uma antiga reivindicação dos setores de importação e exportação da fronteira, era desburocratizar a travessia e diminuir o tempo de espera (e os custos ocasionado pelos dias de demora) para entrada e liberação nos recintos aduaneiros de CDE e Foz.

O principal ponto de lentidão é, como de praxe, o lado brasileiro, que além das cargas paraguaias, recebe também importante fluxo de caminhões argentinos. Nos períodos de maior demora, a espera para a liberação no porto seco de Foz do Iguaçu pode chegar a mais de duas semanas.

Sobre as etapas do “esquecimento” do acordo, o Vanguardia relembra que uma comitiva brasileira, composta por funcionários do Ministério da Agricultura e da Receita Federal, chegou a vistoriar e aprovar o terminal de cargas do Km 12, porém, não houve qualquer novidade desde então.

Pura promessa, disseram que iam fazer os controles mas, no final das contas, não fizeram nada. Primeiro foram as eleições, que atrasaram as negociações, mas depois tampouco houve avanço. Isso me parece música repetida”, queixou-se Carlos Rendano, representante do setor agroexportador do Paraguai.

Pela fronteira passam, principalmente, cargas como soja, milho e trigo, que têm como destino o mercado brasileiro ou, então, são exportadas a outros países através dos portos do litoral. A demora na travessia da fronteira desestimula o uso dessa via como forma de transporte, provocando perdas em toda a cadeia.

Por Guilherme Wojciechowski - SopaBrasiguaia.com.br

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