sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Brasil busca solução para impasse PY / AR

10.12.10 - Ante a ameaça paraguaia de não participar da cúpula semestral do Mercosul, em função dos mais de sete mil containeres do país “encalhados” nos portos argentinos, o governo brasileiro está em busca de intermediar uma solução para o impasse.

Foi o que afirmou, nesta quinta-feira (09), o subsecretário da diplomacia brasileira para a região da América do Sul, Antonio Simões, que disse ter certeza de que a solução está a caminho e que o Paraguai participará do evento marcado para Foz do Iguaçu nos próximos dias 16 e 17/12.

O mais novo conflito diplomático tem como base medida unilateral adotada por um sindicato argentino, paralisando o embarque ou desembarque de containeres destinados ao Paraguai ou procedentes do país, em protesto contra a precária situação trabalhista dos estivadores paraguaios que atuam na hidrovia.

Como resultado, desde o final de outubro, as operações paraguaias de comércio exterior através da hidrovia dos rios Paraná e Paraguai estão virtualmente paralisadas, acarretando milionários prejuízos ao país.

Na última terça-feira (07), Héctor Lacognata, ministro das Relações Exteriores do Paraguai, deu ultimato ao governo argentino para a solução do problema e o cumprimento do Artigo 1º do Tratado do Mercosul, que fala das obrigações dos países-membros no tocante à livre circulação de mercadorias.

Em resposta, os sindicalistas argentinos anunciaram uma “trégua” até a próxima segunda-feira (13), ocasião em que a continuidade do protesto será debatida. Caso não haja resposta favorável, o Paraguai, que receberá, em Foz do Iguaçu, a presidência temporária do Mercosul, boicotará a cúpula semestral.

Caminhoneiros

Para complicar ainda mais a situação, caminhoneiros argentinos iniciaram, nesta quinta-feira (09), uma manifestação na fronteira entre Puerto Falcón (Paraguai) e Clorinda (Argentina), para protestar contra a adoção, por parte do Paraguai, de novas medidas sanitárias para o ingresso de produtos vegetais.

De acordo com o jornal ABC Color, o protesto está concentrado a cerca de um quilômetro da aduana argentina, com bloqueio de pista e restrição à passagem de cargas.

A medida de força, que prejudica o trânsito em um dos principais pontos da fronteira Paraguai / Argentina, é coordenada pela Associação dos Caminhoneiros de Formosa e acompanhada por trabalhadores informais paraguaios, que pedem que tudo volte a ser como antes, com nula fiscalização.

Por Guilherme Wojciechowski - SopaBrasiguaia.com.br

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