segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Fronteira seca continua porosa... como sempre

13.12.10 - Em reportagem publicada neste fim de semana, o jornal Correio do Estado, de Campo Grande, apontou que a extensa fronteira seca entre Paraguai e Mato Grosso do Sul, apesar do aumento na fiscalização, continua tão porosa como sempre foi.

A respeito, o jornal cita que um ano e três meses após a instalação da Base Aeropolicial da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) no Assentamento Itamarati, em Ponta Porã (fronteira seca com Pedro Juan Caballero), o local continua a aguardar por melhorias e aumento no efetivo destinado.

Na sexta-feira passada, a reportagem do Correio do Estado esteve no local onde parte da estrutura que abrigava o império do 'rei da soja' Olacyr de Moraes foi transformada em base”, descreve o jornal.

O barracão passa a maior parte do tempo fechado, mas policiais e viaturas costumam alternar guarda entre uma das residências, que serve de alojamento, e na base para atender ocorrências, geralmente atendendo solicitação para apoiar ações ostensivas da Polícia Federal”.

Um agente disse que ainda neste ano devem começar as obras de reformas que serão necessárias no local para abrigar novo contingente de homens e melhorar a infraestrutura da logística de pouso e decolagem para implantação do comando aéreo na base”.

Essas aeronaves serão disponibilizadas para fiscalização de toda a faixa fronteiriça. Ele informou que atualmente dez homens são mantidos na base no Assentamento Itamarati; outros 30 atuam em Ponta Porã, onde foi montada uma base na área central da cidade, para monitoramento e ações de inteligência”, conclui.

Oura iniciativa deflagrada, especialmente, após o “estouro” da guerra entre policiais e traficantes nos morros do Rio de Janeiro, é o aumento na fiscalização das estradas de acesso à fronteira, com o envio de militares para o auxílio aos policiais encarregados do patrulhamento.

Mesmo assim, é grande o temor de que traficantes foragidos tenham cruzado a fronteira, assim como fizeram, em seus tempos de fugitivos, ícones do crime como Fernandinho Beira-Mar, cujo grande salto na carreira delitiva ocorreu, justamente, ao assumir o controle do tráfico na fronteira entre Capitán Bado e Coronel Sapucaia.

Atualmente, Beira-Mar seria representado, na fronteira, pelo “braço direito” Marcelinho Niterói, que chegou a ser preso no Paraguai, no ano de 2006, e entregue à Polícia Federal (PF), porém, por falta de provas de seu envolvimento com as redes locais de narcotráfico, foi liberado e posto novamente em liberdade.

Por Guilherme Wojciechowski - SopaBrasiguaia.com.br

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