segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Há três anos, polícia paraguaia abatia Valdecir Pinheir

24.01.11 - Considerado um dos bandidos mais perigosos que já passou pelo Paraguai, o brasileiro Valdecir Pinheiro dos Santos, líder de uma quadrilha de sequestradores e “piratas do asfalto” que atuava na região fronteiriça, foi abatido em 23 de janeiro de 2008 durante tiroteio com a polícia paraguaia.

Imagem: Divulgação

A troca de tiros, ocorrida em pleno bairro Pablo Rojas, área residencial de Ciudad del Este, resultou na morte do policial Rodolfo Adrián Colmán Rejala e de outros quatro integrantes do grupo de Valdecir, que escondia-se em uma casa localizada após trabalhos de inteligência.

Nascido em Capelinha, pequena cidade do interior de Minas Gerais, em 10 de fevereiro de 1975, o brasileiro Valdecir José Pinheiro dos Santos saiu do anonimato para transformar-se em um dos bandidos mais perigosos da América do Sul, refugiando-se na região da Tríplice Fronteira.

No Brasil, país onde iniciou sua carreira delitiva, Valdecir era procurado por formação de quadrilha e porte ilegal de armas, com ordens de captura solicitadas pela Justiça Federal de Foz do Iguaçu, nos meses de setembro e dezembro de 2002.

No Paraguai, país que lhe serviu de abrigo a partir de 2003, comandou uma quadrilha especializada, inicialmente, em cometer assaltos às margens da rodovia que liga Ciudad del Este ao Aeroporto Guaraní, de Minga Guazú, e à capital Asunción.

Apelidados de “piratas do asfalto”, os marginais comandados por Valdecir foram “evoluindo” em suas atividades corsárias até dar início a uma série de grandes roubos e sequestros, cometidos nos departamentos (estados) paraguaios de Alto Paraná e Caaguazú.

Entre as vítimas mais conhecidas das ações executadas pelo bandido, estão os empresários César Cabral, residente em Foz do Iguaçu, e Mohamad Barakat, bem como o japonês Hirokazu Ota, líder da seita Moon no Paraguai, em rapto que alcançou grande repercussão na imprensa internacional.

Considerado intocável no submundo do crime organizado, graças às generosas propinas pagas pelos membros de sua quadrilha às autoridades policiais, Valdecir possuía um exército de marginais à pronta espera, dentro e fora da Penitenciária Regional de Ciudad del Este.

Prova disso é a rebelião, seguida de tentativa de fuga, comandada por detentos brasileiros e paraguaios ligados ao bando, ocorrida após o anúncio de sua morte. O corpo, porém, permaneceu meses à disposição da família em uma funerária da região fronteiriça, sem que ninguém se dispusesse a enterrá-lo.

Por Guilherme Wojciechowski - SopaBrasiguaia.com.br

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