segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Paraguai aumentará presença militar nas fronteiras

10.01.11 - A porosidade das fronteiras do Paraguai é um segredo de polichinelo no país vizinho. Para reduzir o déficit de presença das forças do Estado nas terras limítrofes com Brasil, Bolívia e Argentina, o presidente Fernando Lugo confirmou, mediante decreto, a incorporação de 382 novos militares.

De acordo com o jornal La Nación, as incorporações, datadas de 31/12, são de 191 cadetes de Infantaria e Cavalaria, 83 suboficiais com especialização em áreas como Saúde e Agropecuária, 54 novos membros para a Força Aérea e 54 para a Marinha.

O objetivo é reforçar postos militares nas proximidades das fronteiras e intensificar, além de questões de soberania, o combate ao uso do território paraguaio como rota de passagem para contrabando, armas e entorpecentes, em esquemas operados por quadrilhas de delinquentes internacionais.

Em sua primeira reunião com a cúpula das Forças Armadas em 2011, Lugo instruiu os comandantes para que coloquem em prática ações que aproximem os militares da população e auxiliem no combate às desigualdades que fomentam, nos setores marginalizados, rancores que alimentam grupos radicais.

Este é o caso, por exemplo, da população camponesa da região centro-norte do país, berço do chamado “Exército do Povo Paraguaio – EPP”, grupo insurgente que reivindica o status de guerrilha e que tem, no currículo, ações delitivas como sequestros e ataques a delegacias e postos militares.

O reforço no patrulhamento fronteiriço é parte, também, de um processo que já está em andamento no Brasil e na Bolívia, países que decidiram intensificar a vigilância para frear a influência das cada vez mais poderosas quadrilhas que influenciam a vida de moradores de cidades e zonas rurais fronteiriças.

É na pouco vigiada fronteira seca entre Paraguai e Mato Grosso do Sul, por exemplo, que estão as principais lavouras de maconha do país vizinho. É na referida fronteira, também, que estão cinco dos 18 pontos mapeados como rotas de ingresso de armas ilegais ao Brasil pela CPI do Tráfico de Armas.

Por Guilherme Wojciechowski - SopaBrasiguaia.com.br

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